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Fontes: Banco Central, CVM e legislação

Base de conhecimento

Glossário financeiro.
O dicionário de quem trabalha com dinheiro todo dia.

De chave Pix a cap table, pagamentos, crédito, investimentos, imóveis, consórcios, captação. Cada verbete tem duas ou três frases e não explica uma palavra difícil com outra.

325 termos

Pix

O vocabulário do pagamento instantâneo brasileiro, do básico aos mecanismos que só aparecem quando algo dá errado.

Bloqueio cautelar

Retenção temporária do valor na conta de destino enquanto um pedido de MED é analisado. Alcança apenas o saldo disponível, e é por isso que a velocidade do aviso muda o resultado: dinheiro já movimentado não volta por bloqueio.

Chave Pix

Apelido que identifica uma conta e substitui a informação de banco, agência e número. Pode ser CPF, CNPJ, e-mail, telefone ou uma chave aleatória gerada pelo sistema, chamada de EVP. Uma mesma conta pode ter várias chaves, e a chave pode ser levada para outra instituição, no que se chama portabilidade.

Contestação de MED

Resposta de quem recebeu um Pix legítimo e teve o valor devolvido indevidamente. Por regra do Banco Central válida desde setembro de 2026, o prazo para contestar passou de 30 para 80 dias, contados da data da devolução. Para quem vende, é a diferença entre absorver o prejuízo e recuperar a venda.

Desacordo comercial

Situação em que o produto não chegou, o serviço não foi prestado ou a qualidade não correspondeu ao combinado. Não é hipótese de MED, e essa é uma das confusões mais comuns de quem vende: o mecanismo trata de fraude e erro operacional, não de insatisfação com a compra.

Devolução de Pix

Operação em que quem recebeu devolve o valor, total ou parcialmente, por iniciativa própria. É diferente de um estorno automático: depende da vontade e do saldo de quem recebeu, e se liga à transação original pelo identificador fim a fim.

DICT

Diretório de Identificadores de Contas Transacionais. É o cadastro central, mantido pelo Banco Central, que liga cada chave Pix à conta correspondente. Quando alguém digita uma chave e vê o nome do destinatário antes de confirmar, essa informação veio do DICT.

Identificador fim a fim (EndToEndId)

Código único que acompanha cada transação Pix do início ao fim, atribuído pela instituição do pagador. É o número que permite rastrear um pagamento específico entre instituições e o campo que sustenta qualquer investigação de divergência.

Limite de Pix

Teto de valor que cada instituição define por transação e por período, com regras diferentes para o dia e para a noite, e com histórico e perfil do cliente influenciando. Para empresas, o limite costuma ser ajustável, e revisá-lo antes de um pagamento grande evita a surpresa às 17h.

MED (Mecanismo Especial de Devolução)

Conjunto de regras do Banco Central, em vigor desde novembro de 2021, que permite pedir a devolução de um Pix em caso de fraude, golpe ou falha operacional da instituição. Não é estorno automático: as instituições do pagador e do recebedor analisam o caso, bloqueiam o valor se houver saldo e decidem a devolução.

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Notificação de infração

Registro feito por uma instituição para sinalizar ao sistema uma conta ou transação com suspeita de fraude. Alimenta as bases de risco que outras instituições consultam e costuma ser o primeiro passo antes de um pedido de devolução.

Participante do Pix (PSP)

Instituição autorizada a oferecer Pix aos clientes, seja banco, instituição de pagamento ou cooperativa. Participantes diretos se conectam ao SPI por conta própria; participantes indiretos acessam o sistema por meio de um participante direto que os liquida.

Pix

Sistema de pagamento instantâneo criado pelo Banco Central do Brasil, em operação desde novembro de 2020. Liquida transferências em segundos, 24 horas por dia, sete dias por semana, inclusive em feriados. A liquidação é final: depois de concluída, a transação não é desfeita automaticamente.

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Pix Agendado

Transação programada pelo pagador para uma data futura. O valor sai na data marcada, desde que haja saldo. É uma decisão do pagador, não um acordo prévio com quem recebe, e essa distinção importa na hora de comparar com o Pix Automático.

Pix Automático

Modalidade em que o cliente autoriza uma vez e a empresa passa a cobrar de forma recorrente, sem nova ação a cada ciclo. Está disponível desde junho de 2025 e foi desenhada para cobranças periódicas como mensalidade, assinatura e serviço continuado. A Trio detalha o funcionamento em Pix Automático: o que é e como funciona e o efeito na operação em Como o Pix Automático pode transformar a gestão de recebíveis.

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Pix Cobrança

Modalidade em que a empresa emite uma cobrança com valor, vencimento e dados do devedor, e pode aplicar juros, multa ou desconto conforme a data do pagamento. É o Pix no lugar onde antes só havia boleto.

Pix Copia e Cola

Versão em texto do QR Code, usada quando não dá para escanear a imagem, como em um e-mail ou numa conversa. Carrega exatamente as mesmas informações do QR correspondente, inclusive o identificador da cobrança.

Pix em lote

Envio de várias transações Pix em um único comando, a partir de um arquivo ou de uma integração, em vez de uma a uma na tela. É o formato usado por quem paga centenas de fornecedores ou faz repasses diários.

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Pix por aproximação

Uso do Pix por aproximação do celular à maquininha, com a mesma gestualidade do cartão por NFC. Muda a experiência no ponto de venda, não a natureza da transação: continua sendo Pix, liquidado em segundos e creditado direto na conta.

Pix recorrente

Termo mais amplo, usado para qualquer arranjo de cobrança repetida via Pix, inclusive os que existiam antes do Pix Automático e dependiam de o cliente pagar a cada ciclo.

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Pix Saque e Pix Troco

Modalidades em que o cliente recebe dinheiro em espécie de um estabelecimento, com o valor debitado por Pix. No Pix Saque há apenas o saque; no Pix Troco, o saque acompanha uma compra. Pouco relevantes para pagamentos B2B, mas aparecem no varejo.

QR Code dinâmico

Código gerado uma vez para cada cobrança, com valor, vencimento e identificador próprios. É o formato que permite saber exatamente qual fatura foi paga, sem depender de o cliente informar. Para quem concilia em volume, a diferença entre estático e dinâmico é a diferença entre adivinhar e saber.

QR Code estático

Código fixo, que pode ser impresso e reutilizado infinitas vezes. Normalmente não carrega valor, ou carrega sempre o mesmo valor, e não identifica quem pagou. Serve para situações simples, mas atrapalha a conciliação quando o volume cresce, porque vários pagamentos chegam idênticos.

SPI

Sistema de Pagamentos Instantâneos. É a infraestrutura operada pelo Banco Central onde as transações Pix são efetivamente liquidadas, uma a uma, em tempo real. O DICT diz para onde o dinheiro vai, o SPI move o dinheiro.

Meios de pagamento

Boleto, cartão, débito automático e a infraestrutura por trás deles, que raramente aparece para quem só usa a ponta.

Adquirente

Instituição que credencia o estabelecimento, captura a transação de cartão e repassa o valor ao vendedor. É quem fica entre a maquininha e as bandeiras, e quem define parte dos prazos de recebimento.

Arranjo de pagamento

Conjunto de regras que faz um meio de pagamento funcionar entre instituições diferentes, definindo papéis, prazos e responsabilidades. Pix, cartão e boleto são, cada um, um arranjo. É o contrato invisível que faz o dinheiro chegar.

Boleto bancário

Instrumento de cobrança com código de barras e linha digitável, registrado em uma base nacional, que pode ser pago em qualquer instituição até o vencimento. Continua relevante em vendas a prazo e em relações B2B com prazo de pagamento negociado.

Boleto híbrido

Documento de cobrança que traz, no mesmo arquivo, o código do boleto e um QR Code Pix. O pagador escolhe por onde pagar e a empresa concilia as duas formas no mesmo título.

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Cartão corporativo

Cartão vinculado à conta da empresa, usado para despesas operacionais, com controle de limite por portador e centro de custo. O ganho de gestão não está no pagamento em si, está em saber quem gastou o quê antes de o extrato fechar.

Cartão pré-pago

Cartão abastecido com saldo previamente carregado, sem crédito rotativo. Útil para despesa de equipe, campanha e repasse, porque o risco fica limitado ao valor carregado.

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Carteira digital (wallet)

Saldo mantido dentro de uma plataforma, que o usuário final movimenta para receber, pagar ou sacar. Comum em marketplaces, programas de afiliados e plataformas com repasse frequente.

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Chargeback

Contestação de uma compra no cartão, aberta pelo portador junto ao emissor, que pode resultar na devolução do valor ao comprador. É o mecanismo do mundo do cartão que mais se parece com o MED do Pix, e as diferenças estão na tabela comparativa adiante.

Conta escrow

Conta com movimentação vinculada a condições contratuais, em que os recursos só saem quando as regras combinadas se cumprem. Frequente em securitização, operações estruturadas e negócios com garantia.

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Conta virtual

Subconta identificada dentro de uma conta principal, usada para separar saldos por cliente, unidade, projeto ou parceiro. Resolve a rastreabilidade sem obrigar a abertura de uma conta bancária por entidade.

Débito automático

Autorização prévia para que uma empresa debite valores da conta do cliente em datas acordadas. É o modelo que o Pix Automático reproduz com alcance maior, já que não depende de convênio entre a empresa e cada banco.

Gateway de pagamento

Camada técnica que conecta o site ou o sistema da empresa aos meios de pagamento, roteando transações e padronizando a integração. Não guarda o dinheiro, organiza o caminho dele.

Split de pagamento

Divisão automática de um valor recebido entre vários destinatários, no momento da liquidação. É o que permite a um marketplace pagar o vendedor e reter a comissão sem transferência manual. Atenção: este split é diferente do split payment tributário, descrito na seção de regulação.

Subadquirente

Empresa que oferece captura de pagamentos apoiada na estrutura de um adquirente, normalmente agregando serviços como split e antecipação. Para o lojista, a experiência é a mesma; a diferença está na cadeia por trás.

Tap to Pay

Tecnologia que transforma um celular com NFC em terminal de pagamento, sem maquininha física. Reduz custo e tempo de implantação para operações com vendedores em campo.

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TED

Transferência eletrônica disponível, processada apenas em dias úteis e dentro do horário bancário. Foi substituída pelo Pix na maior parte dos casos e permanece em operações específicas, normalmente de valor alto ou ligadas a rotinas antigas de tesouraria.

Recebíveis e crédito

Os termos de quem transforma vendas a prazo em dinheiro hoje, e de quem financia essa operação.

Agenda de recebíveis

Conjunto dos valores a receber distribuídos ao longo do tempo, principalmente de vendas em cartão. É a partir dela que se calcula quanto entra por dia e quanto pode ser antecipado.

Antecipação de recebíveis

Operação em que a empresa recebe antes do prazo um valor que teria a receber no futuro, com desconto. Não é empréstimo: a empresa adianta o que já é dela.

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Capital de giro

Recursos necessários para sustentar a operação entre o momento de pagar e o de receber. Quando o ciclo é longo, a empresa pode ser lucrativa e ainda assim ficar sem caixa.

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Cessão de crédito

Transferência do direito de receber de uma parte para outra. É o instrumento jurídico que está por trás da antecipação, da securitização e da venda de carteira.

Ciclo de caixa

Número de dias entre pagar o fornecedor e receber do cliente. Quanto maior, mais capital a empresa precisa imobilizar só para continuar operando no mesmo tamanho.

Duplicata

Título de crédito emitido a partir de uma venda a prazo ou de uma prestação de serviço, que formaliza o direito de receber. É o documento que historicamente sustenta a antecipação no mercado brasileiro.

FIDC

Fundo de Investimento em Direitos Creditórios, veículo que compra recebíveis com recursos de investidores. Permite à empresa transformar carteira em caixa com estrutura própria de risco.

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Funding

Origem dos recursos que sustentam uma operação de crédito. Saber o funding de quem oferece crédito ajuda a entender o custo cobrado e a previsibilidade da oferta ao longo do tempo.

Recebíveis

Valores que a empresa tem a receber de clientes por vendas já realizadas, com data futura de liquidação. São um ativo, aparecem no balanço e podem ser negociados.

Registradora de recebíveis

Entidade autorizada que registra em base central os recebíveis de cartão e outros direitos creditórios, evitando que o mesmo recebível seja dado em garantia duas vezes. O registro é o que dá segurança jurídica à antecipação.

Risco sacado

Modalidade em que o fornecedor antecipa o recebível tomando como referência o risco de crédito do comprador, normalmente uma empresa maior. O custo cai porque quem sustenta a operação é a nota de crédito de quem vai pagar.

Securitização

Processo de transformar um conjunto de recebíveis em títulos negociáveis no mercado. Tira o risco do balanço de quem originou e distribui entre investidores.

Conciliação e rotina financeira

As palavras do fechamento: o que entrou, o que saiu, quando liquida e quem aprovou.

Alçada de aprovação

Regra que define quem pode aprovar o quê, normalmente por valor, tipo de operação ou centro de custo. No painel da Trio, aparece como regra de aprovação, e é o controle que impede que uma pessoa sozinha crie e aprove o mesmo pagamento.

Comprovante

Documento que formaliza uma transação, com data, valor, partes envolvidas e identificadores. É o que sustenta auditoria, disputa e prestação de contas.

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Conciliação financeira

Processo de cruzar os lançamentos do extrato com os registros internos de vendas, faturas e pagamentos, até que cada valor tenha origem explicada. Em volume, deixa de ser tarefa de planilha e vira questão de identificador.

Contas a pagar

Área ou rotina responsável por obrigações com fornecedores, impostos e serviços, da aprovação ao pagamento. É onde concentram-se os controles de alçada e os riscos de fraude interna.

Contas a receber

Área ou rotina que acompanha o que a empresa tem a receber, da emissão da cobrança à baixa do título. É onde a conciliação pesa mais, porque o dinheiro chega de muitas origens.

D+0, D+1, D+30

Notação de prazo de liquidação contada em dias a partir da transação. D+0 significa dinheiro disponível no mesmo dia, D+30 em trinta dias. É a linguagem usada para descrever quando o valor fica efetivamente disponível.

Extrato

Relação de entradas e saídas de uma conta em um período. Para conciliação, o que importa não é o saldo final, é a riqueza dos campos de cada lançamento.

Fluxo de caixa

Projeção de entradas e saídas ao longo do tempo, usada para saber quanto haverá disponível em cada data. Diferente de lucro: uma empresa lucrativa pode ficar sem caixa se o prazo de recebimento for maior que o de pagamento.

Horário de corte (cut-off)

Hora a partir da qual uma instrução passa para o próximo ciclo de processamento. Conhecer o corte de cada meio de pagamento evita promessa de pagamento que o calendário não cumpre.

Identificador da transação

Campo que liga um lançamento no extrato a um pedido, contrato ou fatura no sistema da empresa. Em muitas plataformas, incluindo a da Trio, aparece como ID externo, informado na criação da cobrança ou do pagamento e devolvido no extrato.

Janela de liquidação

Período em que um sistema processa e liquida as transações. O Pix liquida de forma contínua; outros meios têm janelas e horários de corte, e é por isso que uma transação às 17h30 pode cair só no dia seguinte.

Pagamento em lote

Execução de vários pagamentos em um único envio, por arquivo ou integração, com uma aprovação para o conjunto. Reduz tempo e erro de digitação quando o volume diário é alto.

Segregação de funções

Princípio de controle interno que separa quem cadastra, quem aprova e quem confere. É a tradução organizacional da alçada: o controle existe na regra do sistema e no desenho do time.

Trilha de auditoria

Registro de quem fez o quê, quando e a partir de onde, dentro de um sistema financeiro. É o que permite reconstruir uma operação meses depois sem depender da memória de ninguém.

Regulação e infraestrutura

Quem define as regras do dinheiro no Brasil, e as siglas que aparecem em todo contrato financeiro.

Autorização e supervisão

Processo pelo qual o Banco Central concede licença a uma instituição e a acompanha depois, com exigências de capital, governança e reporte. Perguntar se um parceiro é autorizado e supervisionado é due diligence básica.

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Banco Central do Brasil (Bacen ou BCB)

Autarquia responsável por regular e supervisionar o sistema financeiro, operar o Pix e autorizar instituições a funcionar. É quem publica as normas citadas ao longo deste glossário.

CBS e IBS

Contribuição sobre Bens e Serviços, de competência federal, e Imposto sobre Bens e Serviços, de estados e municípios. São os dois tributos que concentram a tributação do consumo no novo modelo, com transição prevista até 2033.

CDI

Certificado de Depósito Interbancário, cuja taxa acompanha de perto a Selic e é usada como referência de rendimento e de custo em contratos financeiros. Quando uma aplicação rende "100% do CDI", é dessa taxa que se fala.

Drex

Nome da moeda digital do banco central brasileiro em desenvolvimento pelo Banco Central, concebida para liquidar operações com registro em infraestrutura distribuída. Segue em fase de testes e ainda não é um meio de pagamento disponível a empresas.

Instituição de pagamento

Empresa autorizada a oferecer contas de pagamento, emitir instrumentos e transacionar recursos, sem fazer intermediação de crédito com depósito do público. Os recursos dos clientes ficam segregados do patrimônio da instituição.

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Instituição financeira

Empresa autorizada a captar depósitos e conceder crédito com recursos próprios e de terceiros, sob regras de capital mais exigentes. A diferença em relação à instituição de pagamento está no que cada uma pode fazer com o dinheiro, não na segurança da operação.

KYC e KYB

Procedimentos de conhecimento do cliente pessoa física (Know Your Customer) e pessoa jurídica (Know Your Business), com verificação de identidade, vínculos societários e origem dos recursos. São exigência regulatória, não burocracia opcional.

LGPD

Lei Geral de Proteção de Dados, em vigor desde 2020, que disciplina o tratamento de dados pessoais no Brasil. Alcança dados de clientes e de fornecedores pessoa física que aparecem em extratos, cobranças e pagamentos.

Open Finance

Sistema que permite ao cliente compartilhar seus dados financeiros e iniciar pagamentos entre instituições, sempre mediante consentimento explícito e com prazo. No Brasil, foi implantado por fases a partir de 2021.

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PLD/FT

Prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo. Conjunto de obrigações que inclui monitorar transações, avaliar risco de clientes e comunicar operações suspeitas às autoridades.

Reforma Tributária

Mudança que substitui tributos sobre consumo por dois novos: a CBS, federal, e o IBS, de estados e municípios. Altera cálculo, documento fiscal e, principalmente, o momento em que o imposto é recolhido.

Selic

Taxa básica de juros da economia brasileira, definida pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central. Serve de referência para o custo do crédito e para o rendimento de aplicações conservadoras.

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Split payment (tributário)

Mecanismo pelo qual a parcela de imposto é separada no momento da liquidação do pagamento e vai direto ao fisco, em vez de ficar no caixa da empresa até a data de recolhimento. Muda a gestão de caixa, não a alíquota. A Trio detalha em Split Payment: impactos da Reforma Tributária e em Split Payment muda obrigatoriedade entre empresas para 2028.

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Renda fixa e tesouraria

Onde o caixa da empresa e o dinheiro de quem está começando a investir costumam ficar, e as regras que definem quanto rende.

Caixa e equivalentes de caixa

Na contabilidade, o dinheiro disponível imediatamente mais as aplicações que viram dinheiro em pouquíssimo tempo e quase sem risco de variação. É a linha que responde quanto a empresa tem agora, se precisar pagar algo hoje.

Veja tambémConta remuneradaFluxo de caixa

Carência

Período em que o dinheiro aplicado não pode ser resgatado, ou só pode com perda de rendimento. Aparece em CDBs de prazo longo e em alguns fundos, e é o que diferencia uma aplicação de reserva de uma aplicação de prazo.

Veja tambémLiquidez

CDBCertificado de Depósito Bancário

Certificado de Depósito Bancário. É um empréstimo que você faz a um banco: ele usa o dinheiro para emprestar a outras pessoas e devolve o seu com juros no prazo combinado. É o produto de renda fixa mais comum no Brasil e costuma ser protegido pelo FGC.

Veja tambémFGCPós-fixado

Conta remunerada

Conta em que o saldo parado rende automaticamente, sem o titular precisar aplicar. Para uma empresa, é o que evita deixar caixa sem rendimento entre um recebimento e um pagamento.

Veja tambémOperação compromissadaCaixa e equivalentes de caixa

CRI e CRA

Certificados de Recebíveis Imobiliários e do Agronegócio. São títulos emitidos por uma securitizadora, lastreados em pagamentos futuros do setor imobiliário ou do agro, como parcelas de apartamentos vendidos. Quem compra recebe esses pagamentos e assume o risco de quem deve.

Veja tambémSecuritizadoraPatrimônio separado

Debênture

Título de dívida emitido por uma empresa que não é banco. Em vez de pedir emprestado a um banco, a empresa pede direto a investidores e se compromete a devolver com juros. Não tem proteção do FGC, então o risco é o da empresa que emitiu.

Veja tambémDebênture incentivadaRating

Debênture incentivada

Debênture emitida para financiar obras de infraestrutura, como estradas, energia ou saneamento. Para atrair investidores, o governo isenta o rendimento de imposto de renda para pessoa física.

Veja tambémDebênture

Duration

Medida de quanto tempo, em média, falta para você receber o dinheiro de um título. Quanto maior a duration, mais o preço do papel balança quando a taxa de juros muda. É o jeito de comparar o risco de dois títulos de prazos diferentes.

Veja tambémMarcação a mercado

FGCFundo Garantidor de Créditos

Fundo Garantidor de Créditos. É um fundo mantido pelos próprios bancos que devolve o dinheiro do investidor se a instituição quebrar, até um limite por CPF e por instituição. Cobre poupança, CDB, LCI e LCA, mas não cobre fundos de investimento, ações nem debêntures.

Veja tambémCDBLCI e LCA

IGP-M

Índice Geral de Preços do Mercado, calculado pela FGV. Pesa muito preços no atacado e por isso oscila mais que o IPCA. Ficou conhecido como o índice de reajuste de aluguéis, embora hoje muitos contratos usem o IPCA.

Veja tambémIPCA

Imposto de renda regressivotabela regressiva

Regra em que a alíquota de imposto cai quanto mais tempo o dinheiro fica aplicado, de 22,5% para resgates em até 180 dias a 15% acima de 720 dias. Vale para a maioria das aplicações de renda fixa e explica por que resgatar cedo custa caro.

Veja tambémIOF regressivo

IOF regressivo

Imposto cobrado apenas sobre resgates feitos nos primeiros 30 dias de uma aplicação, começando em 96% do rendimento no primeiro dia e zerando no trigésimo. Na prática, é o que desencoraja usar renda fixa como conta corrente.

Veja tambémImposto de renda regressivo

IPCAinflação oficial

Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo. É a medida oficial de inflação no Brasil, calculada pelo IBGE a partir dos preços de uma cesta de produtos e serviços. É a referência usada em contratos, reajustes e títulos que prometem proteger da inflação.

Veja tambémIGP-MTesouro IPCA+

LCI e LCA

Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio. Funcionam como um CDB, mas o banco é obrigado a usar o dinheiro para financiar imóveis ou o agronegócio. Em troca, o rendimento é isento de imposto de renda para pessoa física, o que costuma compensar uma taxa nominal menor.

Veja tambémCDBCRI e CRA

Liquidez

A facilidade de transformar uma aplicação em dinheiro disponível sem perder valor. Liquidez diária significa que dá para resgatar no mesmo dia; um imóvel, no outro extremo, tem liquidez baixa porque leva meses para virar dinheiro.

Veja tambémCarênciaTesouro Selic

Marcação a mercado

Atualizar diariamente o preço de um título pelo valor que ele teria se fosse vendido hoje. É por isso que um título prefixado pode aparecer com rendimento negativo no extrato mesmo sem calote: se você levar até o vencimento, recebe o combinado.

Veja tambémMarcação na curvaDuration

Marcação na curva

Registrar o título pelo rendimento combinado, ignorando a oscilação do mercado. O valor sobe de forma suave até o vencimento. É o oposto da marcação a mercado e se aplica a quem pretende carregar o papel até o fim.

Veja tambémMarcação a mercado

Operação compromissadacompromissada

Aplicação em que o banco vende um título ao cliente e já se compromete a recomprá-lo em data e preço combinados, às vezes no dia seguinte. É muito usada por tesourarias para deixar o caixa rendendo de um dia para o outro.

Veja tambémConta remunerada

Pós-fixado

Aplicação cujo rendimento acompanha um indicador que muda ao longo do tempo, normalmente o CDI ou a Selic. Você não sabe o valor exato no fim, mas o rendimento sobe quando os juros do país sobem.

Veja tambémCDISelicPré-fixado

Pré-fixado

Aplicação cuja taxa é combinada no momento da compra e não muda até o vencimento, por exemplo 11% ao ano. Dá previsibilidade total do valor final, e o risco é a taxa do mercado subir depois e você ficar travado numa taxa menor.

Veja tambémPós-fixadoTítulo híbrido

Renda fixa

Aplicação em que você empresta dinheiro a um banco, a uma empresa ou ao governo e já sabe desde o começo qual é a regra do rendimento. A regra pode ser uma taxa fixa ou uma taxa que acompanha um índice, mas o retorno não depende do humor do mercado como numa ação.

Veja tambémCDBPré-fixadoPós-fixado

Spread

A diferença entre duas taxas, normalmente entre quanto uma instituição paga para captar dinheiro e quanto cobra para emprestá-lo. É de onde sai boa parte da receita de um banco, e também o termo usado para a diferença entre preço de compra e de venda de um ativo.

Veja tambémCDI

Tesouro Direto

Programa que permite a uma pessoa física comprar títulos da dívida do governo federal pela internet, a partir de valores baixos. Na prática, você empresta dinheiro ao governo, que é considerado o devedor de menor risco do país.

Veja tambémTesouro SelicTesouro IPCA+

Tesouro IPCA+

Título público que paga a inflação do período mais uma taxa fixa combinada na compra. Protege o poder de compra do dinheiro, porque o rendimento sobe junto com os preços. Se for vendido antes do vencimento, o preço oscila.

Veja tambémIPCATítulo híbridoMarcação a mercado

Tesouro Prefixado

Título público em que a taxa de juros é definida na compra e não muda. Você sabe exatamente quanto vai receber no vencimento, mas, se a taxa de juros do país subir depois, o seu título passa a valer menos para quem quiser comprá-lo antes do prazo.

Veja tambémPré-fixadoMarcação a mercado

Tesouro Selic

Título público cujo rendimento acompanha a taxa Selic, dia a dia. É o que mais se parece com uma conta que rende sozinha: o valor quase não oscila e dá para resgatar a qualquer momento sem perder o que já rendeu. Costuma ser a escolha para a reserva de caixa.

Veja tambémSelicMarcação a mercado

Título híbrido

Aplicação que combina as duas lógicas: paga um índice de inflação mais uma taxa fixa, como IPCA + 6% ao ano. A parte do índice protege do aumento de preços e a parte fixa é o ganho real acima da inflação.

Veja tambémTesouro IPCA+IPCA

Bolsa e renda variável

Como funciona a negociação de ações no Brasil, do que é uma ação ao que acontece quando a bolsa para de negociar.

Ação

Um pedaço da propriedade de uma empresa. Quem tem uma ação é sócio dela, na proporção do que comprou, e ganha de duas formas: pela valorização do preço e pela parte do lucro que a empresa distribui.

Veja tambémAção ordinária (ON)Dividendos

Ação ordinária (ON)

Ação que dá direito a voto nas assembleias da empresa. Na B3, o código termina em 3. É a ação de quem quer participar das decisões, e não apenas do resultado.

Veja tambémAção preferencial (PN)Tag along

Ação preferencial (PN)

Ação que normalmente não dá direito a voto, mas tem preferência no recebimento de dividendos. Na B3, o código termina em 4. Troca influência por prioridade no dinheiro.

Veja tambémAção ordinária (ON)Dividendos

Aluguel de ações

Operação em que quem tem ações as empresta a outro investidor em troca de uma taxa. Quem toma emprestado normalmente quer vender o papel apostando na queda do preço.

Veja tambémVenda a descoberto

B3bolsa de valores

A bolsa de valores brasileira, sediada em São Paulo. É onde ações, fundos imobiliários, contratos futuros e outros ativos são negociados, e também onde ficam registrados a custódia e a liquidação dessas operações.

Veja tambémPregãoClearing

BDR

Brazilian Depositary Receipt. Certificado negociado na B3 que representa ações de uma empresa estrangeira. Permite investir em empresas de fora sem abrir conta no exterior.

Veja tambémB3

Bonificação

Entrega de novas ações aos acionistas sem cobrança, a partir de reservas de lucro da própria empresa. Aumenta a quantidade de papéis na mão do investidor e reduz proporcionalmente o preço de cada um.

Veja tambémDesdobramento e grupamento

Circuit breaker

Interrupção automática de toda a bolsa quando o índice principal cai além de um limite no mesmo dia, por exemplo 10%. Serve para dar tempo de as pessoas pensarem antes de continuar vendendo.

Veja tambémLeilãoIbovespa

Clearing

A estrutura que garante que toda negociação seja de fato liquidada, entregando o ativo a quem comprou e o dinheiro a quem vendeu. Ela se coloca no meio das duas pontas para que nenhuma dependa da outra.

Veja tambémCustódiaB3

Contrato futuro

Compromisso de comprar ou vender algo numa data futura por um preço definido hoje. É muito usado por empresas que querem travar o preço do dólar ou de uma matéria-prima antes de precisar dela.

Veja tambémDerivativoHedge

Corretora

Instituição autorizada a executar ordens de compra e venda na bolsa em nome de clientes e a guardar os ativos deles. O investidor não negocia direto com a B3; a corretora faz isso por ele.

Veja tambémCustódiaHome broker

Custódia

Serviço de guarda dos ativos do investidor, feito por uma instituição autorizada. Suas ações não ficam na corretora: ficam registradas em seu nome na central de custódia da B3.

Veja tambémCorretoraClearing

Data com e data ex

Data com é o último dia em que é preciso ter a ação para receber um provento. A partir da data ex, quem comprar já não recebe aquele pagamento, e o preço costuma abrir descontado do valor distribuído.

Veja tambémDividendos

Day trade e swing trade

Day trade é comprar e vender o mesmo ativo no mesmo dia. Swing trade é segurar por alguns dias ou semanas. Os dois têm regras próprias de imposto, e o day trade é tributado em 20% sobre o ganho.

Veja tambémVenda a descoberto

Derivativo

Contrato cujo valor depende do preço de outra coisa, como uma ação, o dólar ou a soja. Serve tanto para proteger quem tem o ativo real quanto para apostar na variação do preço sem comprá-lo.

Veja tambémOpção (call e put)Contrato futuroHedge

Desdobramento e grupamentosplit · grupamento

Desdobramento, ou split, divide cada ação em várias, baixando o preço unitário sem mudar o valor total da sua posição. Grupamento faz o contrário, junta várias ações em uma. Nenhum dos dois deixa o investidor mais rico ou mais pobre.

Veja tambémAção

Direito de subscrição

Preferência dada aos acionistas atuais para comprar ações de uma nova emissão antes do mercado, normalmente a um preço menor. Serve para que quem já é sócio possa evitar ser diluído.

Veja tambémDiluiçãoFollow-on

Dividend yield

Quanto a empresa pagou de proventos no último ano dividido pelo preço atual da ação. Um yield de 8% significa que, mantido o pagamento, você recebe 8% do valor investido por ano só em dividendos.

Veja tambémDividendosPayout

Dividendos

Parte do lucro que a empresa distribui aos acionistas, em dinheiro. No Brasil são isentos de imposto de renda para a pessoa física que recebe. A frequência varia: algumas empresas pagam todo trimestre, outras uma vez por ano.

Veja tambémJCP (juros sobre capital próprio)Dividend yieldData com e data ex

ETF

Fundo negociado em bolsa como se fosse uma ação, que replica uma cesta de ativos, normalmente um índice. Comprar uma cota de um ETF do Ibovespa é, na prática, comprar um pedacinho de todas as ações do índice.

Veja tambémIbovespaFundo de investimento

Follow-on

Nova oferta de ações de uma empresa que já está na bolsa. Pode servir para levantar dinheiro para a empresa ou apenas para um sócio grande vender a sua parte.

Veja tambémIPOOferta primária e secundária

Free float

A parcela das ações de uma empresa que realmente circula na bolsa, fora das mãos dos controladores. Quanto maior o free float, mais fácil comprar e vender sem mexer no preço.

Veja tambémLiquidezNovo Mercado

Hedge

Operação feita para reduzir um risco que a empresa já tem, e não para ganhar dinheiro. Um importador que compra dólar futuro está fazendo hedge: se a moeda subir, o custo maior da compra é compensado pelo ganho no contrato.

Veja tambémDerivativoContrato futuro

Home broker

A plataforma pela qual uma pessoa envia ordens de compra e venda à bolsa, pelo site ou aplicativo da corretora. É a ponte entre o investidor e o pregão.

Veja tambémCorretoraPregão

Ibovespa

O principal índice da bolsa brasileira. Reúne as ações mais negociadas e funciona como um termômetro: quando dizem que a bolsa subiu, normalmente estão falando dele.

Veja tambémÍndice de açõesETF

Índice de ações

Cesta de ações usada como referência de desempenho de um grupo ou de um setor, como o índice de small caps ou o de dividendos. Serve para comparar: um fundo que rendeu menos que seu índice ficou abaixo da média do que se propôs a fazer.

Veja tambémIbovespaBenchmark

IPOoferta pública inicial

Initial Public Offering, a primeira vez que uma empresa vende ações ao público e passa a ser negociada na bolsa. A partir daí ela precisa divulgar resultados periodicamente e seguir regras de governança.

Veja tambémFollow-onOferta primária e secundária

JCP (juros sobre capital próprio)juros sobre capital próprio

Outra forma de a empresa remunerar acionistas. Para a empresa é despesa dedutível, o que reduz o imposto que ela paga; para quem recebe, diferente do dividendo, há retenção de 15% de imposto de renda na fonte.

Veja tambémDividendos

Leilão

Momento em que a negociação contínua é interrompida e todas as ordens são agrupadas para formar um preço único. Acontece na abertura, no fechamento e quando um papel oscila demais.

Veja tambémPregãoCircuit breaker

Lote fracionáriomercado fracionário

Compra de ações em quantidade menor que o lote padrão de 100 unidades. É o que permite comprar 7 ações em vez de 100. Na B3, o código ganha a letra F no fim.

Veja tambémTicker

Novo Mercado

O nível mais exigente de governança da B3. Empresas listadas nele só podem ter ações ordinárias, precisam garantir 100% de tag along e manter um mínimo de ações em circulação.

Veja tambémTag alongFree float

Oferta primária e secundária

Na primária, as ações são novas e o dinheiro entra no caixa da empresa. Na secundária, um sócio existente vende as ações dele e o dinheiro vai para o bolso desse sócio, não para a empresa.

Veja tambémIPOFollow-on

Opção (call e put)

Contrato que dá o direito, e não a obrigação, de comprar (call) ou vender (put) um ativo por um preço combinado até uma data. Quem compra a opção paga um prêmio por esse direito.

Veja tambémDerivativoStock options

P/L (preço sobre lucro)preço sobre lucro

Quanto se paga pela ação dividido pelo lucro que ela gera por ano. Um P/L de 10 significa que, mantido o lucro atual, levaria dez anos para o lucro acumulado pagar o preço pago hoje.

Veja tambémValor de mercado

Payout

A fatia do lucro que a empresa decide distribuir, em porcentagem. Um payout de 40% significa que 40% do lucro virou dividendo e o resto ficou na empresa para investir ou pagar dívida.

Veja tambémDividendosDividend yield

Pregão

O período do dia em que a bolsa está aberta para negociação, hoje inteiramente eletrônico. Fora desse horário, as ordens ficam na fila para o próximo pregão.

Veja tambémLeilãoCircuit breaker

Renda variável

Aplicação em que não existe regra de rendimento combinada: o retorno depende do preço pelo qual você consegue vender, que varia todo dia. Ações, fundos imobiliários e criptomoedas são exemplos.

Veja tambémAçãoRenda fixa

Tag along

Direito do acionista minoritário de vender suas ações junto quando o controle da empresa é vendido, por um preço proporcional ao que o controlador recebeu. Protege quem é pequeno de ficar preso a um dono novo.

Veja tambémNovo MercadoDrag along

Tickercódigo de negociação

O código de quatro letras mais um número que identifica um papel na bolsa, como PETR4. As letras indicam a empresa e o número indica o tipo de ação.

Veja tambémAção ordinária (ON)Unit

Unit

Pacote que junta, num único papel negociado, ações de tipos diferentes da mesma empresa, por exemplo uma ordinária e duas preferenciais. O código termina em 11.

Veja tambémAção ordinária (ON)Ação preferencial (PN)

Valor de mercadomarket cap

O preço da ação multiplicado pelo número total de ações. É quanto a bolsa diz que a empresa inteira vale naquele momento, que pode ser bem diferente do valor contábil.

Veja tambémP/L (preço sobre lucro)Valuation

Venda a descoberto

Vender uma ação que você não tem, pegando-a emprestada, para recomprá-la depois mais barata. Se o preço subir em vez de cair, a perda não tem teto definido.

Veja tambémAluguel de ações

Fundos de investimento

Quem faz o quê dentro de um fundo, o que você paga para investir nele e as siglas que aparecem no extrato.

Administrador

Quem responde legalmente pelo fundo: cuida dos registros, da contabilidade, do cálculo da cota e da comunicação com os cotistas. É função separada da gestão, de propósito, para que ninguém controle sozinho o dinheiro e as decisões.

Veja tambémGestorCustodiante

Anbima

Associação que reúne bancos, gestoras e corretoras e cria regras de autorregulação para o mercado, como padrões de classificação de fundos e de material de divulgação. Não substitui a CVM, complementa.

Veja tambémCVMSuitability

Assembleia de cotistas

Reunião em que os cotistas votam decisões que mudam o fundo, como trocar o gestor, alterar a taxa ou liquidar a estrutura. O peso do voto é proporcional à quantidade de cotas.

Veja tambémCotista

Benchmark

A referência com que o fundo se compara, como o CDI para renda fixa ou o Ibovespa para ações. Serve para responder se o resultado foi bom em relação ao que se propôs, e não em termos absolutos.

Veja tambémÍndice de açõesCDI

Come-cotas

Cobrança antecipada de imposto de renda que acontece duas vezes por ano, em maio e novembro, em alguns fundos. Em vez de descontar dinheiro, o governo reduz a quantidade de cotas do investidor, e daí vem o nome. Fundos de ações não sofrem come-cotas.

Veja tambémCotaImposto de renda regressivo

Cota

A menor fatia de um fundo. O valor da cota sobe ou desce conforme o patrimônio do fundo, e é dividindo o patrimônio total pelo número de cotas que se chega ao preço de cada uma.

Veja tambémCotistaPatrimônio líquido do fundo

Cotista

Quem é dono de cotas de um fundo. Não escolhe onde o dinheiro é aplicado, mas tem direito à informação, a votar em assembleias em certos casos e a resgatar conforme as regras do fundo.

Veja tambémCotaAssembleia de cotistas

Custodiante

Instituição que guarda os ativos do fundo e confirma que eles existem de verdade. É mais uma camada de separação entre quem decide e quem detém o dinheiro.

Veja tambémAdministradorCustódia

CVMComissão de Valores Mobiliários

Comissão de Valores Mobiliários. É o órgão que regula e fiscaliza o mercado de capitais brasileiro: bolsa, fundos, gestoras e ofertas públicas. O Banco Central cuida do sistema de pagamentos e dos bancos; a CVM cuida do investimento.

Veja tambémAnbimaBanco Central do Brasil (Bacen ou BCB)

Fiagro

Fundo voltado a cadeias do agronegócio, que pode investir em terras, direitos creditórios do setor ou participações em empresas agrícolas. Foi criado em 2021 e é negociado em bolsa.

Veja tambémFII (fundo imobiliário)FIDC

FII (fundo imobiliário)fundo imobiliário

Fundo que investe em imóveis ou em títulos ligados a imóveis e é negociado na bolsa como uma ação. Distribui aluguéis aos cotistas quase sempre todo mês, hoje isentos de imposto de renda para pessoa física que cumpra as condições da lei.

Veja tambémFundo de tijolo e fundo de papelCap rateCRI e CRA

FIP

Fundo de Investimento em Participações. Compra participação em empresas que não estão na bolsa e costuma se envolver na gestão delas. É a estrutura usada por private equity e venture capital no Brasil.

Veja tambémPrivate equityVenture capital

Fundo aberto e fechado

No fundo aberto dá para entrar e sair pedindo resgate ao próprio fundo. No fechado, o número de cotas é fixo e, para sair antes do prazo, é preciso vender a cota a outro investidor, muitas vezes na bolsa.

Veja tambémResgateFII (fundo imobiliário)

Fundo de ações

Fundo que mantém a maior parte do patrimônio em ações. Tem imposto de renda fixo de 15% sobre o ganho, cobrado só no resgate, e não sofre come-cotas.

Veja tambémAçãoCome-cotas

Fundo de investimento

Estrutura em que várias pessoas juntam dinheiro para ser aplicado por um gestor profissional, segundo regras escritas num regulamento. Cada um é dono de uma fatia proporcional ao que colocou, chamada cota.

Veja tambémCotaGestorRegulamento do fundo

Fundo de tijolo e fundo de papel

Fundo de tijolo é o FII que compra imóveis de verdade, como shoppings e galpões, e vive do aluguel. Fundo de papel compra títulos imobiliários, como CRIs, e vive dos juros deles.

Veja tambémFII (fundo imobiliário)CRI e CRA

Fundo DI

Fundo de renda fixa que busca acompanhar o CDI, aplicando em títulos públicos e papéis de baixo risco. É o fundo mais usado como reserva, e o ponto a observar é a taxa de administração, que come boa parte do rendimento.

Veja tambémCDITaxa de administração

Fundo exclusivo

Fundo com um único cotista, normalmente uma família ou uma empresa de patrimônio grande. Permite estratégia sob medida e organização sucessória, ao custo de taxas fixas que só compensam acima de certo volume.

Veja tambémFundo de investimento

Fundo multimercado

Fundo que pode aplicar em várias classes ao mesmo tempo: juros, moedas, ações, no Brasil e fora. É a categoria com mais liberdade, o que torna o gestor a variável mais importante.

Veja tambémFundo de açõesBenchmark

Gestor

Quem decide onde o dinheiro do fundo é aplicado, dentro dos limites do regulamento. É a função que exige registro na CVM e responde pela estratégia e pelo resultado.

Veja tambémAdministradorCVM

Investidor qualificado e profissional

Classificações da CVM por patrimônio. Qualificado tem mais de R$ 1 milhão em aplicações; profissional, mais de R$ 10 milhões. Quanto maior a faixa, mais produtos complexos a pessoa pode acessar, com menos proteção regulatória.

Veja tambémSuitabilityCVM

Lâmina de informações essenciais

Resumo padronizado de duas páginas com o essencial do fundo: objetivo, risco, taxas, rentabilidade passada e público-alvo. Existe para permitir comparar fundos sem ler o regulamento inteiro.

Veja tambémRegulamento do fundo

Linha d’água

Regra que impede o gestor de cobrar taxa de performance duas vezes sobre o mesmo ganho. Depois de uma queda, ele só volta a cobrar quando a cota superar o maior valor já atingido.

Veja tambémTaxa de performance

Patrimônio líquido do fundo

Tudo o que o fundo tem, menos o que ele deve. É o número que, dividido pelo total de cotas, dá o valor de cada cota. Também indica o tamanho do fundo.

Veja tambémCota

Regulamento do fundo

O documento que define o que o fundo pode e não pode fazer: onde aplica, quais os limites de risco, quanto cobra e quais os prazos de resgate. Em caso de dúvida, é ele que vale, não o material de divulgação.

Veja tambémLâmina de informações essenciaisFundo de investimento

Resgate

Pedido para sair do fundo e receber o dinheiro de volta. Entre o pedido e o dinheiro na conta existem dois prazos: o da conversão da cota e o do pagamento, escritos como D+1, D+30 e assim por diante.

Veja tambémFundo aberto e fechadoD+0, D+1, D+30

Suitability

Obrigação de verificar se um investimento combina com o perfil, os objetivos e o conhecimento do cliente antes de oferecê-lo. É o questionário que define se você é conservador, moderado ou arrojado.

Veja tambémInvestidor qualificado e profissional

Taxa de administração

Percentual cobrado por ano sobre todo o patrimônio do fundo, para pagar gestão e administração. É descontada diariamente do valor da cota, então o rendimento que você vê já é líquido dela.

Veja tambémTaxa de performance

Taxa de performance

Cobrança adicional sobre o que o fundo rendeu acima do seu benchmark, normalmente 20% do excedente. Só é devida quando o gestor entrega mais que a referência combinada.

Veja tambémBenchmarkLinha d’água

Securitização e crédito estruturado

Como uma carteira de recebíveis vira um investimento, e quem fica com o prejuízo quando alguém não paga.

Agência de rating

Empresa independente que analisa e atribui a nota de crédito, como Standard & Poor's, Moody's e Fitch. Ela é paga pelo emissor, o que é motivo recorrente de crítica ao modelo.

Veja tambémRating

Agente fiduciáriotrustee

Instituição contratada para representar os investidores e fiscalizar se o emissor está cumprindo o combinado. Se algo sai do contrato, é ela quem convoca a assembleia e toma as medidas previstas.

Veja tambémCovenantAssembleia de cotistas

Cascata de pagamentoswaterfall

A ordem em que o dinheiro que entra é distribuído: primeiro despesas e taxas, depois os juros e o principal de cada camada, da mais sênior para a mais subordinada. O que sobra fica com a última.

Veja tambémSubordinaçãoCota sênior, mezanino e subordinada

Cedente

Quem vende o direito de receber. Numa antecipação de recebíveis, é a empresa que fez a venda a prazo e transfere a outro o direito de cobrar aquele valor.

Veja tambémSacadoCessão de crédito

Coobrigação

Cláusula em que o cedente continua respondendo se o devedor não pagar. Com coobrigação, o risco não sai de verdade do balanço de quem vendeu os recebíveis; sem ela, sai.

Veja tambémCedenteCessão de crédito

Cota sênior, mezanino e subordinada

As três camadas típicas de um FIDC. A sênior recebe primeiro e rende menos, a subordinada recebe por último e absorve o prejuízo antes de todos, e o mezanino fica no meio. Normalmente o originador fica com a subordinada, para mostrar que confia na própria carteira.

Veja tambémSubordinaçãoFIDC

Covenant

Obrigação escrita no contrato que o devedor precisa cumprir enquanto a dívida existir, como manter o endividamento abaixo de um limite. Descumprir pode dar ao credor o direito de cobrar tudo de uma vez.

Veja tambémEvento de aceleraçãoAlavancagem

Curva de perda

Estimativa de quanto de uma carteira não vai ser pago, mês a mês, desde a concessão. É com ela que se dimensiona a subordinação e o preço do risco antes de a operação começar.

Veja tambémSafraSubordinação

Evento de aceleração

Situação prevista no contrato que torna a dívida inteira vencida antes do prazo, normalmente por descumprimento de um covenant ou por inadimplência acima de um patamar.

Veja tambémCovenantInadimplência

InadimplênciaNPL

A parcela da carteira que está atrasada além de um prazo combinado, normalmente 90 dias. É o indicador mais acompanhado de qualquer operação de crédito, expresso em porcentagem do total.

Veja tambémPDDSafra

Originador

Quem gera o crédito na ponta, por exemplo a fintech que concede o empréstimo ou a loja que vende parcelado. Pode ser a mesma empresa que cede os recebíveis ou não.

Veja tambémCedenteServicer

Patrimônio separadoregime fiduciário

Regime em que os ativos que lastreiam uma emissão ficam isolados do restante da securitizadora. Se ela quebrar, aqueles recebíveis continuam respondendo apenas pelos investidores daquela operação.

Veja tambémSecuritizadoraSPE

PDDProvisão para Devedores Duvidosos

Provisão para Devedores Duvidosos. Valor que a empresa reconhece como perda provável antes de ela acontecer de fato, para que o balanço reflita o que tende a não ser recebido.

Veja tambémInadimplênciaProvisão

Rating

Nota que mede a chance de um emissor ou de uma operação não pagar. Vai de escalas como AAA, o risco mais baixo, até D, que é o calote. Serve para comparar papéis diferentes com um critério só.

Veja tambémAgência de ratingDebênture

Sacado

Quem deve o valor e vai pagar na data. Numa venda a prazo entre empresas, o sacado é a empresa compradora. A qualidade de crédito do sacado é o que define o risco da operação.

Veja tambémCedenteRisco sacado

Safravintage

Grupo de créditos concedidos no mesmo período, acompanhado ao longo do tempo. Comparar safras mostra se a qualidade da concessão está melhorando ou piorando, o que a inadimplência total esconde.

Veja tambémInadimplênciaCurva de perda

Securitizadora

Empresa que compra direitos de recebimento de outras empresas, como parcelas de vendas a prazo, e os transforma em títulos vendidos a investidores. Ela antecipa o dinheiro para quem vendeu e repassa o risco para quem comprou o título.

Veja tambémSecuritizaçãoCRI e CRAPatrimônio separadoLer mais sobre isso

Servicer

Quem cuida da carteira no dia a dia depois da cessão: emite as cobranças, recebe os pagamentos, acompanha atrasos e aciona a régua de cobrança. Muitas vezes é o próprio originador, contratado para continuar fazendo isso.

Veja tambémOriginadorInadimplência

Sobrecolateralização

Colocar na operação mais recebíveis do que o valor emitido em títulos, por exemplo R$ 120 de crédito para R$ 100 captados. A folga serve para cobrir a inadimplência esperada.

Veja tambémSubordinaçãoCurva de perda

SPESociedade de Propósito Específico

Sociedade de Propósito Específico. Empresa criada para uma finalidade só, por exemplo tocar uma obra ou abrigar uma carteira de crédito. Serve para separar aquele risco do resto do grupo.

Veja tambémPatrimônio separadoPatrimônio de afetação

Subordinação

Divisão dos investidores em camadas de prioridade. A camada subordinada é a primeira a absorver perdas e a última a receber, o que protege as camadas acima dela.

Veja tambémCota sênior, mezanino e subordinadaCascata de pagamentos

Imóveis

Do papel que transfere a propriedade ao indicador que mostra se um imóvel rende, com o vocabulário de quem compra, financia e aluga.

Alienação fiduciária

Garantia em que o bem financiado fica no nome do credor até a dívida ser quitada. É o que permite retomar o imóvel ou o veículo com rapidez em caso de inadimplência, e por isso barateia o crédito.

Veja tambémHipotecaFinanciamento imobiliário

Área privativa e área comum

Privativa é a parte de uso exclusivo do morador, dentro das paredes da unidade. Comum é o que todos usam, como hall e garagem. A soma das duas é a área total, que é o número usado nos anúncios.

Veja tambémCondomínio

Build to suit

Contrato em que um imóvel é construído sob medida para um inquilino específico, que se compromete a alugá-lo por muitos anos. O aluguel longo é o que viabiliza a obra.

Veja tambémSale and leaseback

Cap rate

O aluguel anual de um imóvel dividido pelo preço dele. Um cap rate de 8% indica que o aluguel de um ano equivale a 8% do valor pago. Serve para comparar imóveis como se compara o rendimento de aplicações.

Veja tambémFII (fundo imobiliário)Vacância

Condomínio

A taxa mensal paga pelos moradores para cobrir as despesas comuns do prédio, como limpeza, portaria e manutenção. Não é imposto nem aluguel; é rateio de custo.

Veja tambémÁrea privativa e área comumIPTU

Escritura pública

Documento lavrado em cartório de notas em que comprador e vendedor formalizam a venda. É o passo anterior ao registro, e os dois são necessários para a transferência valer.

Veja tambémRegistro de imóveisITBI

Financiamento imobiliário

Empréstimo de longo prazo para comprar um imóvel, em que o próprio imóvel é a garantia. O prazo costuma chegar a 35 anos e as parcelas se dividem entre amortização, juros e seguros obrigatórios.

Veja tambémSFH e SFILTV (loan to value)Alienação fiduciária

Habite-se

Documento emitido pela prefeitura atestando que a obra terminou conforme o projeto aprovado e que o imóvel pode ser ocupado. É o marco que libera a entrega das chaves.

Veja tambémIncorporação imobiliária

Hipoteca

Garantia mais antiga em que o imóvel continua no nome do devedor, mas fica vinculado à dívida. A retomada depende de processo judicial, o que a tornou menos usada que a alienação fiduciária.

Veja tambémAlienação fiduciária

Incorporação imobiliária

Atividade de planejar e vender unidades de um prédio antes ou durante a construção. Quem incorpora assume o compromisso de entregar o imóvel pronto e responde por isso legalmente.

Veja tambémIncorporadora e construtoraMemorial de incorporação

Incorporadora e construtora

A incorporadora compra o terreno, concebe o empreendimento, vende as unidades e responde pela entrega. A construtora executa a obra. Podem ser a mesma empresa, mas são papéis distintos.

Veja tambémIncorporação imobiliária

IPTU

Imposto anual cobrado pela prefeitura de quem é dono de um imóvel urbano, calculado sobre o valor venal. Numa locação comercial, costuma ser repassado ao inquilino por contrato.

Veja tambémITBI

ITBI

Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis, cobrado pela prefeitura quando um imóvel muda de dono. A alíquota varia por cidade e costuma ficar entre 2% e 3% do valor. Sem o ITBI pago, o cartório não registra.

Veja tambémRegistro de imóveisIPTU

LTV (loan to value)

Quanto do valor do imóvel está sendo financiado. Um LTV de 70% significa que o banco emprestou 70% e o comprador entrou com 30%. Quanto menor o LTV, menor o risco do credor e normalmente menor o juro. Não confundir com o LTV de startups e vendas, que é o lifetime value do cliente.

Veja tambémFinanciamento imobiliárioLTV (lifetime value)

Matrícula do imóvel

A certidão de nascimento do imóvel: um número único no cartório de registro onde fica registrado tudo o que acontece com ele, de vendas a hipotecas e penhoras. É o documento que diz quem é o dono.

Veja tambémRegistro de imóveisEscritura pública

Memorial de incorporação

Conjunto de documentos registrado em cartório antes do início das vendas, descrevendo o projeto, as unidades e a situação do terreno. Sem ele registrado, não é legal vender na planta.

Veja tambémIncorporação imobiliáriaRegistro de imóveis

Patrimônio de afetação

Regime em que o terreno e o dinheiro de uma obra ficam separados do restante da incorporadora. Se a empresa quebrar, aquele empreendimento tem recursos próprios para ser concluído, o que protege os compradores.

Veja tambémPatrimônio separadoIncorporação imobiliária

Permuta

Troca em que o dono do terreno o entrega à incorporadora e recebe de volta unidades prontas, ou parte do que for vendido, em vez de dinheiro. Reduz a necessidade de caixa da incorporadora no início da obra.

Veja tambémIncorporação imobiliáriaVGV

Registro de imóveis

O cartório responsável por registrar a propriedade e os ônus de cada imóvel de uma região. No Brasil, a propriedade só se transfere de verdade quando o registro é feito, não na assinatura do contrato.

Veja tambémMatrícula do imóvelEscritura pública

Sale and leaseback

Operação em que a empresa vende um imóvel que usa e continua nele como inquilina. Transforma um bem parado em caixa sem interromper a operação, trocando propriedade por aluguel.

Veja tambémBuild to suitCapital de giro

SFH e SFI

Dois regimes de financiamento imobiliário. O SFH usa recursos da poupança e do FGTS, tem teto de valor e juros limitados. O SFI não tem esses limites e atende imóveis de valor mais alto, com juros livres.

Veja tambémFinanciamento imobiliário

Vacância

A parcela da área de um imóvel ou de um fundo que está desocupada e, portanto, não gera aluguel. É o indicador que mais mexe com a distribuição mensal de um fundo imobiliário.

Veja tambémFII (fundo imobiliário)Cap rate

VGVValor Geral de Vendas

Valor Geral de Vendas: a soma do preço de todas as unidades de um empreendimento. É a medida de tamanho usada no setor, mas não é receita nem lucro, porque depende de tudo ser vendido.

Veja tambémIncorporação imobiliária

Consórcios

Uma forma de compra muito usada no Brasil e pouco explicada: como o grupo funciona, o que custa e quando o bem chega.

Administradora de consórcio

Empresa autorizada pelo Banco Central a formar e gerir grupos de consórcio. Ela cobra a taxa de administração, organiza as assembleias e responde pela entrega das cartas de crédito.

Veja tambémConsórcioTaxa de administração do consórcio

Assembleia de consórcio

Reunião mensal do grupo em que são apuradas as contribuições, realizados os sorteios e julgados os lances. É nela que se define quem é contemplado naquele mês.

Veja tambémSorteioLance

Carta de crédito

O valor que o participante recebe quando é contemplado, para comprar o bem à vista. Ela é reajustada ao longo do plano para acompanhar o preço do bem, e o saldo devedor acompanha esse reajuste.

Veja tambémContemplaçãoSaldo devedor

Consórcio

Grupo de pessoas que se juntam para comprar o mesmo tipo de bem, cada uma pagando uma parcela mensal. Todo mês o dinheiro do grupo compra uma ou mais cartas de crédito, sorteadas ou entregues a quem der o melhor lance. Não tem juros, mas tem taxa de administração.

Veja tambémCarta de créditoContemplaçãoAdministradora de consórcio

Contemplação

O momento em que o participante ganha o direito de usar a carta de crédito. Acontece por sorteio ou por lance, e é a partir dela que o bem pode ser comprado. Quem é contemplado continua pagando as parcelas até o fim.

Veja tambémSorteioLanceCarta de crédito

Desistência e exclusão

Sair do grupo antes do fim. O participante não recebe o dinheiro de volta na hora: entra na fila para receber, normalmente só quando o grupo encerra, e com descontos previstos em contrato.

Veja tambémGrupo de consórcio

Fundo comum

O dinheiro das parcelas de todos os participantes, usado exclusivamente para comprar as cartas de crédito do grupo. Não se mistura com o caixa da administradora.

Veja tambémFundo de reservaGrupo de consórcio

Fundo de reserva

Percentual cobrado à parte para cobrir imprevistos do grupo, como inadimplência de participantes. Se sobrar no encerramento, é devolvido aos participantes.

Veja tambémFundo comum

Grupo de consórcio

O conjunto de participantes que dividem o mesmo plano, com prazo e valor de crédito definidos. Tudo no consórcio acontece dentro do grupo: o dinheiro arrecadado só compra bens para quem está nele.

Veja tambémConsórcioAssembleia de consórcio

Lance

Oferta de antecipar parte das parcelas para tentar ser contemplado antes. Quem oferece o maior percentual leva a carta de crédito naquela assembleia.

Veja tambémLance embutido, fixo e livreContemplação

Lance embutido, fixo e livre

Três modalidades. No embutido, o valor do lance sai da própria carta de crédito, reduzindo o que sobra para comprar. No fixo, o percentual é definido em contrato e quem oferta disputa por sorteio. No livre, cada um oferece o quanto quiser.

Veja tambémLance

Saldo devedor

Quanto ainda falta pagar. No consórcio ele é expresso em percentual da carta de crédito, e não em reais, porque a carta é reajustada ao longo do plano.

Veja tambémCarta de crédito

Seguro prestamista

Seguro que quita ou cobre as parcelas restantes em caso de morte ou invalidez do participante. É comum em consórcios e financiamentos, e entra como mais um item na parcela.

Veja tambémConsórcioFinanciamento imobiliário

Sorteio

Forma de contemplação em que a sorte decide, normalmente usando os números da Loteria Federal para que o resultado seja auditável. Todo participante em dia concorre em todas as assembleias.

Veja tambémContemplaçãoAssembleia de consórcio

Taxa de administração do consórcio

O que a administradora cobra pelo serviço, diluído nas parcelas ao longo de todo o plano. É o custo real do consórcio, já que não há juros, e é o número a comparar entre administradoras.

Veja tambémAdministradora de consórcioTaxa de administração

Startups e venture capital

O vocabulário de quem capta investimento: como a participação é dividida, o que cada rodada significa e quais indicadores o investidor olha.

Aceleradora e incubadora

Programas que apoiam empresas no começo. A incubadora ajuda a tirar a ideia do papel, com estrutura e mentoria. A aceleradora trabalha com empresas que já têm produto, normalmente investindo um valor pequeno em troca de participação.

Veja tambémPre-seed e seed

Bridge

Captação pequena entre duas rodadas, feita para dar fôlego até a próxima. Costuma vir dos investidores atuais e sinaliza que a rodada maior ainda não está pronta.

Veja tambémRunwayMútuo conversível

Burn rate

Quanto dinheiro a empresa queima por mês, ou seja, quanto o caixa cai depois de somar o que entra e o que sai. Runway é o caixa dividido pelo burn rate.

Veja tambémRunwayFluxo de caixa

CACCusto de Aquisição de Cliente

Custo de Aquisição de Cliente: tudo o que foi gasto em marketing e vendas dividido pelo número de clientes conquistados no período. Responde quanto custa trazer mais um.

Veja tambémLTV (lifetime value)Unit economics

Cap e desconto de conversão

As duas regras que definem por qual preço o dinheiro de um SAFE ou mútuo vira participação. O cap é um teto de valuation; o desconto é um abatimento sobre o preço da rodada. Servem para recompensar quem entrou antes.

Veja tambémSAFEMútuo conversível

Cap tablequadro societário

A planilha que mostra quem é dono de quanto de uma empresa: fundadores, investidores e quem tem opção de compra. Cada rodada de investimento muda esses percentuais, e é nela que se enxerga a diluição de cada sócio.

Veja tambémDiluiçãoPool de opções

Churn

A parcela de clientes, ou de receita, perdida num período. Um churn mensal de 3% significa que, sem vender nada novo, a base encolhe 3% por mês. É o indicador que decide se crescer adianta.

Veja tambémMRR e ARRLTV (lifetime value)

Cliff

O período inicial do vesting em que nada é conquistado. Com um cliff de 12 meses, quem sai no décimo primeiro mês não leva nada; quem completa um ano passa a ter a primeira parcela de uma vez.

Veja tambémVesting

Corporate venture capital

Braço de investimento de uma empresa grande que aporta em startups do seu setor. Além do dinheiro, busca acesso a tecnologia e a novos mercados, o que torna o interesse estratégico tão importante quanto o retorno.

Veja tambémVenture capital

Diluição

A redução do percentual de cada sócio quando a empresa emite ações novas. Não significa perder dinheiro: a fatia fica menor, mas de um bolo maior, se a rodada tiver sido feita a um valuation mais alto.

Veja tambémCap tableValuation pre-money e post-moneyDireito de subscrição

Down round

Rodada feita a um valuation menor que o da anterior. Dilui mais os sócios antigos e costuma acionar cláusulas de proteção dos investidores, além de ser um sinal difícil de esconder do mercado.

Veja tambémValuationPreferência de liquidação

Drag along

Direito de um grupo de sócios obrigar os demais a vender junto, quando aparece um comprador para a empresa inteira. Existe para impedir que um sócio pequeno bloqueie a venda.

Veja tambémTag alongExit

Due diligence

A auditoria que o investidor faz antes de assinar: contratos, societário, finanças, tecnologia, trabalhista e tributário. Problemas encontrados aqui viram desconto no preço ou condição para fechar.

Veja tambémTerm sheet

Earn-out

Parte do preço de uma aquisição que só é paga se a empresa comprada atingir metas depois da venda. Serve para aproximar comprador e vendedor quando eles discordam sobre o futuro do negócio.

Veja tambémM&A

Exit

A saída do investidor, quando ele transforma participação em dinheiro. Acontece pela venda da empresa a outra, por uma venda de participação a um fundo maior ou por um IPO.

Veja tambémM&AIPOVenda secundária

Investidor-anjo

Pessoa física que investe o próprio dinheiro em empresas muito jovens, geralmente valores menores e acompanhados de conselho e rede de contatos. Costuma ser o primeiro dinheiro de fora da família.

Veja tambémPre-seed e seedVenture capital

Lead investor

O investidor que conduz a rodada: negocia as condições, assina primeiro e normalmente coloca a maior parte do valor. Os demais entram nas mesmas condições.

Veja tambémTerm sheetRodada de investimento

LTV (lifetime value)

Quanto um cliente deixa de margem ao longo de todo o tempo em que fica na empresa. Comparado ao CAC, diz se vale a pena continuar comprando clientes. Não confundir com o LTV de financiamento imobiliário.

Veja tambémCACChurnLTV (loan to value)

M&Afusões e aquisições

Mergers and acquisitions: fusões e aquisições. É a compra de uma empresa por outra, ou a união das duas. Para uma startup, costuma ser a forma mais comum de exit.

Veja tambémExitEarn-out

MRR e ARR

Receita recorrente mensal e anual. Conta apenas o que se repete por contrato, como assinaturas, e deixa de fora vendas pontuais. É a medida de previsibilidade de um negócio por assinatura.

Veja tambémChurnUnit economics

Mútuo conversívelnota conversível

Empréstimo que pode virar participação societária em vez de ser devolvido em dinheiro, normalmente na próxima rodada. É a versão brasileira mais usada do mesmo problema que o SAFE resolve.

Veja tambémSAFECap e desconto de conversão

Pool de opçõesESOP

Fatia da empresa reservada para distribuir ao time em stock options, normalmente entre 5% e 15%. Costuma ser criada antes de uma rodada, o que faz a diluição recair sobre os sócios atuais e não sobre o investidor novo.

Veja tambémStock optionsDiluição

Pre-seed e seed

As primeiras rodadas. Pre-seed financia a construção do produto, muitas vezes antes de qualquer receita. Seed financia a busca pelos primeiros clientes e a prova de que alguém paga pelo produto.

Veja tambémRodada de investimentoInvestidor-anjo

Preferência de liquidação

Cláusula que garante ao investidor receber o dinheiro dele de volta antes dos fundadores quando a empresa é vendida. Numa venda por valor baixo, pode fazer os fundadores não receberem quase nada.

Veja tambémExitDown round

Private equity

Fundos que compram participações relevantes, muitas vezes o controle, em empresas já maduras, com o objetivo de reorganizá-las e vendê-las depois. Diferente do venture capital, lidam com empresas que já dão lucro.

Veja tambémVenture capitalFIP

Pro rata

Direito do investidor de colocar mais dinheiro nas rodadas seguintes para manter o percentual que já tem. É a forma de não ser diluído por quem chega depois.

Veja tambémDiluiçãoDireito de subscrição

Product-market fit

O momento em que o produto encontra um mercado que realmente o quer, e o crescimento deixa de depender de esforço de venda. Antes disso, escalar time e investimento costuma ser desperdício.

Veja tambémStartupChurn

Rodada de investimento

Captação em que a empresa emite participação nova em troca de dinheiro. As rodadas são nomeadas por estágio e cada uma pressupõe que a anterior tenha provado alguma coisa.

Veja tambémPre-seed e seedSérie A, B e CTerm sheet

Runway

Quantos meses a empresa consegue operar com o dinheiro que tem em caixa, mantido o ritmo de gastos atual. É o número que define a urgência de captar ou de cortar custos.

Veja tambémBurn rateCaixa e equivalentes de caixa

SAFE

Simple Agreement for Future Equity. Contrato em que o investidor coloca dinheiro agora e recebe participação numa rodada futura, sem que se precise definir o valuation hoje. É rápido e barato, e por isso comum em estágio inicial.

Veja tambémMútuo conversívelCap e desconto de conversão

Série A, B e C

As rodadas seguintes, cada uma maior que a anterior. A Série A financia o crescimento de um modelo que já funciona; a B, a expansão; a C e as seguintes, escala ou novos mercados.

Veja tambémRodada de investimentoVenture capital

Startup

Empresa jovem que busca um modelo de negócio capaz de crescer muito mais rápido do que os custos. Não é qualquer empresa nova: o traço definidor é procurar escala, normalmente apoiada em tecnologia.

Veja tambémVenture capitalProduct-market fit

Stock options

Direito de comprar ações da empresa no futuro por um preço fixado hoje. É a forma comum de dar participação ao time sem tirar dinheiro do caixa, e só vira ganho se a empresa valer mais depois.

Veja tambémPool de opçõesVestingOpção (call e put)

Term sheet

Documento curto que resume as condições principais de um investimento antes dos contratos definitivos: valor, valuation, governança e proteções. Quase todo ele não é vinculante, mas na prática define o acordo.

Veja tambémDue diligenceRodada de investimento

Unit economics

A conta de lucro e custo de uma única unidade do negócio, seja um cliente, um pedido ou uma transação. Se ela não fecha, crescer só multiplica o prejuízo.

Veja tambémCACLTV (lifetime value)Margem bruta

Valuation

Quanto uma empresa vale, em dinheiro, numa negociação. Em startup não vem de lucro, porque muitas vezes não existe; vem do que o investidor aceita pagar olhando crescimento, mercado e time.

Veja tambémValuation pre-money e post-moneyValor de mercado

Valuation pre-money e post-money

Pre-money é quanto a empresa vale antes de receber o investimento. Post-money é esse valor mais o dinheiro que entrou. Se a empresa vale 8 milhões e recebe 2, o post-money é 10, e o investidor ficou com 20%.

Veja tambémValuationDiluição

Venda secundária

Venda de participação de um sócio para outro investidor, sem que entre dinheiro novo na empresa. É como fundadores e funcionários conseguem liquidez antes de um exit completo.

Veja tambémExitOferta primária e secundária

Venture capital

Fundos que investem em empresas jovens de alto risco, esperando que poucas delas paguem o prejuízo de todas as outras. Investem em troca de participação e normalmente de assento no conselho.

Veja tambémPrivate equityFIP

Vesting

Regra que faz a participação de um sócio ou funcionário ser conquistada aos poucos, ao longo do tempo de casa. Serve para que quem sai no começo não leve uma fatia que não ajudou a construir.

Veja tambémCliffStock options

Contabilidade e indicadores

Os relatórios que toda empresa produz e os números que se extraem deles para saber se o negócio vai bem.

Alavancagem

Quanto a empresa depende de dívida, medida em geral pela dívida líquida dividida pelo EBITDA. Um índice de 3 significa que seriam necessários três anos de geração operacional para quitar a dívida. É o número que os covenants costumam limitar.

Veja tambémDívida líquidaCovenant

Ativo e passivo

Ativo é tudo o que a empresa tem e que pode gerar benefício: caixa, estoque, máquinas, contas a receber. Passivo é tudo o que ela deve: fornecedores, empréstimos, salários. A diferença entre os dois é o patrimônio líquido.

Veja tambémBalanço patrimonialPatrimônio líquido

Auditoria independente

Exame das demonstrações financeiras por uma empresa de fora, que emite um parecer sobre se elas refletem a realidade. É obrigatória para companhias abertas e para instituições reguladas, e costuma ser exigida por investidores e credores.

Veja tambémIFRS e CPC

Balanço patrimonial

Uma fotografia do que a empresa tem e do que ela deve numa data específica. Diferente da DRE, que cobre um período, o balanço mostra a posição num instante.

Veja tambémAtivo e passivoPatrimônio líquido

Centro de custo

Etiqueta que identifica a área responsável por uma despesa, como marketing ou logística. Permite responder quanto cada time gastou, e é a base de qualquer controle de orçamento.

Veja tambémRateioAlçada de aprovação

CMV e CPVCusto da Mercadoria Vendida

Custo da Mercadoria Vendida e Custo do Produto Vendido. É quanto custou especificamente aquilo que foi vendido, sem contar despesas de estrutura. Para um varejista é o preço de compra dos itens; para uma indústria, a matéria-prima e a mão de obra da produção.

Veja tambémMargem brutaDRE

Custo fixo e variável

Fixo é o que a empresa paga independentemente de vender, como aluguel e salários. Variável é o que só existe quando há venda, como matéria-prima e comissão. A proporção entre os dois define o risco do negócio numa queda de receita.

Veja tambémPonto de equilíbrioMargem bruta

Depreciação e amortização

A forma de reconhecer, aos poucos, que um bem perde valor com o uso. Depreciação vale para coisas físicas, como máquinas; amortização, para intangíveis, como software. Reduzem o lucro no papel sem tirar dinheiro do caixa.

Veja tambémEBITDAEBIT

DFCDemonstração dos Fluxos de Caixa

Demonstração dos Fluxos de Caixa. Mostra o dinheiro que efetivamente entrou e saiu, separado em três origens: a operação, os investimentos e o financiamento. É o relatório que desmente um lucro que não virou caixa.

Veja tambémFluxo de caixaRegime de competência e regime de caixa

DIOprazo médio de estoque

Prazo médio de estoque: quantos dias um produto fica parado antes de ser vendido. Junto com DSO e DPO, forma o ciclo de caixa.

Veja tambémCiclo de caixaDSO

Dívida líquida

Toda a dívida da empresa menos o caixa que ela tem. Uma empresa com R$ 100 milhões de dívida e R$ 40 milhões em caixa tem dívida líquida de R$ 60 milhões.

Veja tambémAlavancagemEBITDA

DPOprazo médio de pagamento

Prazo médio de pagamento: quantos dias a empresa leva para pagar seus fornecedores. Alongar o DPO financia a operação, mas pressiona o fornecedor e pode custar desconto por antecipação.

Veja tambémDSOContas a pagarRisco sacado

DREDemonstração do Resultado do Exercício

Demonstração do Resultado do Exercício. O relatório que mostra, de cima para baixo, quanto a empresa vendeu, quanto gastou em cada camada e quanto sobrou de lucro no período. É a resposta para a pergunta se a empresa deu lucro.

Veja tambémBalanço patrimonialLucro líquido

DSOprazo médio de recebimento

Prazo médio de recebimento: quantos dias a empresa leva, em média, para receber depois de vender. Quanto maior, mais dinheiro fica preso nas mãos dos clientes.

Veja tambémDPOCiclo de caixaContas a receber

EBIT

Lucro antes de juros e impostos. É o EBITDA depois de descontar depreciação e amortização, ou seja, já considera o desgaste dos ativos que a operação usa.

Veja tambémEBITDADepreciação e amortização

EBITDA

Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização. Serve para comparar a operação de empresas diferentes sem o efeito de dívida, de regime tributário e de contabilidade de ativos. Não é caixa, e tratá-lo como caixa é o erro mais comum com esse indicador.

Veja tambémEBITLucro líquidoAlavancagem

IFRS e CPC

Os padrões contábeis que definem como cada coisa deve ser registrada. IFRS é o padrão internacional; os CPCs são as normas brasileiras alinhadas a ele. Existem para que o balanço de duas empresas possa ser comparado.

Veja tambémAuditoria independenteBalanço patrimonial

Lucro líquidobottom line

O que sobra no fim de tudo: depois dos custos, das despesas, dos juros e dos impostos. É a linha final da DRE e a base para calcular dividendos.

Veja tambémDREDividendosMargem líquida

Margem bruta

A receita líquida menos o custo do que foi vendido, em porcentagem da receita. Mostra quanto sobra de cada venda para pagar a estrutura da empresa. É o primeiro indicador a olhar num negócio novo.

Veja tambémCMV e CPVMargem líquidaUnit economics

Margem líquida

O lucro líquido dividido pela receita líquida. De cada R$ 100 vendidos, quanto virou lucro de verdade depois de tudo, inclusive impostos e juros.

Veja tambémLucro líquidoMargem bruta

Necessidade de capital de giro

Quanto dinheiro a operação precisa ter parado para funcionar, por causa do descompasso entre pagar fornecedores e receber dos clientes. Se você paga em 30 dias e recebe em 60, precisa bancar 30 dias de operação.

Veja tambémCapital de giroCiclo de caixaDSO

Patrimônio líquido

O que sobra para os sócios depois de descontar tudo o que a empresa deve. É o capital que eles colocaram mais os lucros que ficaram na empresa ao longo do tempo.

Veja tambémAtivo e passivoBalanço patrimonial

Ponto de equilíbriobreak-even

O nível de vendas em que a receita cobre exatamente todos os custos, sem lucro nem prejuízo. Abaixo dele a empresa queima caixa; acima, cada venda adicional passa a contribuir para o lucro.

Veja tambémMargem brutaCusto fixo e variável

Provisão

Valor reservado no balanço para uma despesa que é provável mas ainda não aconteceu, como um processo judicial ou uma dívida que não deve ser paga. Antecipa o reconhecimento do prejuízo para que o resultado não seja uma surpresa depois.

Veja tambémPDD

Rateio

Dividir um custo compartilhado entre as áreas ou produtos que o utilizam, segundo um critério, por exemplo número de pessoas ou metros quadrados. É o que permite saber o custo real de cada produto.

Veja tambémCentro de custo

Receita bruta e líquida

Bruta é o total vendido. Líquida é o que sobra depois de tirar impostos sobre venda, devoluções e descontos. Quase todo indicador sério usa a líquida, porque a bruta inclui dinheiro que nunca foi da empresa.

Veja tambémDREMargem bruta

Regime de competência e regime de caixa

Competência registra a receita quando a venda acontece, mesmo que o dinheiro entre depois. Caixa registra quando o dinheiro entra de fato. É por isso que uma empresa pode ter lucro na DRE e não ter dinheiro na conta.

Veja tambémDFCFluxo de caixa

ROEretorno sobre patrimônio

Retorno sobre o patrimônio líquido: o lucro dividido pelo capital dos sócios. Responde quanto a empresa gera para quem é dono dela. Um ROE alto obtido com muita dívida é menos sólido do que parece.

Veja tambémROICAlavancagem

ROIretorno sobre investimento

Retorno sobre o investimento: quanto um gasto devolveu, em porcentagem do que foi investido. Simples e genérico, serve para comparar iniciativas, de uma campanha a uma máquina nova.

Veja tambémROEROIC

ROIC

Retorno sobre o capital investido, somando capital dos sócios e dívida. É a medida mais honesta de eficiência da operação, porque não melhora só por trocar capital próprio por dívida.

Veja tambémROEAlavancagem

Impostos

Os tributos que aparecem na nota, na folha e no extrato de investimento, e os regimes que definem quanto a empresa paga.

Alíquota e base de cálculo

Base de cálculo é o valor sobre o qual o imposto incide; alíquota é o percentual aplicado sobre essa base. Boa parte das discussões tributárias é sobre a base, não sobre a alíquota.

Veja tambémNão cumulatividade

Crédito tributário

O valor de imposto já pago numa compra que a empresa pode abater do imposto que deve na venda. Acumular crédito sem conseguir usar é um problema de caixa comum em empresas exportadoras.

Veja tambémNão cumulatividade

DARF

Documento de Arrecadação de Receitas Federais, a guia usada para pagar tributos federais. É o que o investidor precisa emitir e pagar por conta própria ao vender ações com lucro acima da isenção.

Veja tambémImposto de renda sobre investimentos

ICMS

Imposto estadual sobre circulação de mercadorias e alguns serviços. Cada estado define a sua alíquota e suas regras, e é o imposto no centro da chamada guerra fiscal.

Veja tambémISSSubstituição tributária

Imposto de renda sobre investimentos

A tributação varia por produto, e é isso que confunde. Renda fixa segue a tabela regressiva de 22,5% a 15%; ações pagam 15% sobre o ganho, com isenção para vendas de até R$ 20 mil por mês; dividendos são isentos hoje; LCI, LCA, CRI, CRA e debênture incentivada são isentos para pessoa física.

Veja tambémImposto de renda regressivoDividendosLCI e LCA

IOFImposto sobre Operações Financeiras

Imposto sobre Operações Financeiras. Incide sobre crédito, câmbio, seguros e algumas aplicações. É o imposto que aparece ao tomar um empréstimo, usar o cartão no exterior ou resgatar uma aplicação nos primeiros 30 dias.

Veja tambémIOF regressivo

IRPJ e CSLL

Os dois tributos sobre o lucro da empresa. O IRPJ é o imposto de renda da pessoa jurídica e a CSLL é a contribuição social sobre o lucro líquido. Andam juntos e a base de cálculo depende do regime tributário escolhido.

Veja tambémLucro realLucro presumido

ISSImposto Sobre Serviços

Imposto Sobre Serviços, cobrado pelo município onde o serviço é prestado. A alíquota varia de 2% a 5% conforme a cidade e o tipo de serviço, o que historicamente gerou disputa entre municípios.

Veja tambémICMSNota fiscal

Lucro presumido

Regime em que o governo presume uma margem de lucro padrão sobre a receita e cobra imposto sobre ela, independentemente do lucro real. Vale a pena para empresas com margem acima da presumida.

Veja tambémLucro realSimples NacionalIRPJ e CSLL

Lucro real

Regime em que o imposto incide sobre o lucro efetivamente apurado na contabilidade. É obrigatório acima de R$ 78 milhões de receita anual e para instituições financeiras, e é o único regime em que prejuízo reduz imposto futuro.

Veja tambémLucro presumidoIRPJ e CSLL

MEIMicroempreendedor Individual

Microempreendedor Individual. Regime mais simples de todos, com limite de faturamento anual baixo, um valor fixo mensal de tributo e restrições de atividade e de número de funcionários.

Veja tambémSimples Nacional

Não cumulatividade

Regra que permite descontar do imposto a pagar aquilo que já foi pago nas etapas anteriores da cadeia. Evita que o mesmo valor seja tributado várias vezes até chegar ao consumidor.

Veja tambémCrédito tributárioPIS e Cofins

Nota fiscal

O documento eletrônico que registra uma venda ou um serviço perante o fisco. É ele que gera a obrigação de imposto e serve de base para a contabilidade e para a conciliação do que foi vendido.

Veja tambémNota fiscal eletrônicaConciliação financeira

Nota fiscal eletrônicaNF-e · NFS-e

Nota Fiscal eletrônica (NF-e), para mercadorias, e Nota Fiscal de Serviço eletrônica (NFS-e), para serviços. A primeira é padronizada nacionalmente; a segunda era municipal e está sendo unificada num padrão nacional.

Veja tambémNota fiscalISS

PIS e Cofins

Contribuições federais que incidem sobre a receita da empresa. Podem ser cumulativas, com alíquota menor e sem direito a crédito, ou não cumulativas, com alíquota maior e com crédito sobre insumos. Estão sendo substituídas pela CBS.

Veja tambémNão cumulatividadeCBS e IBS

Retenção na fonte

Quando quem paga desconta o imposto antes de repassar o valor e recolhe direto ao governo. Aparece em serviços entre empresas, em salários e em rendimentos de aplicações.

Veja tambémIRPJ e CSLLISS

Simples Nacional

Regime que reúne vários tributos numa guia única, com alíquota que cresce conforme o faturamento. É voltado a empresas de até R$ 4,8 milhões por ano e simplifica muito a rotina, mas nem sempre é o mais barato.

Veja tambémLucro presumidoMEI

SPEDSistema Público de Escrituração Digital

Sistema Público de Escrituração Digital. O conjunto de arquivos em que as empresas entregam a contabilidade e as informações fiscais ao governo em formato eletrônico, substituindo os livros em papel.

Veja tambémNota fiscalAuditoria independente

Substituição tributáriaST

Regime em que um elo da cadeia, normalmente a indústria, recolhe antecipadamente o imposto que seria devido pelos elos seguintes. Simplifica a fiscalização e antecipa a arrecadação, mas tira caixa de quem paga antes.

Veja tambémICMS

Sobre este glossário

Como ele foi escrito
e o que ele cobre

Cada verbete tem duas ou três frases e evita definir uma palavra difícil com outra. Onde um termo tem mais de um sentido, o glossário diz qual é qual; onde a Trio já escreveu sobre o assunto, há um link para o texto completo.

  • Para quem está começando e para quem já trabalha na áreaServe no primeiro mês num time financeiro ou no primeiro ano de faculdade, e também para quem já é do ramo. A diferença é que o leitor experiente procura um termo específico, em vez de ler seções inteiras.
  • Definições tiradas de fontes primáriasAs normas e a documentação oficial do Pix do Banco Central, as regras da CVM e a autorregulação da Anbima na parte de investimentos, e a legislação na parte tributária. A Trio é uma instituição de pagamento autorizada pelo Banco Central, e o vocabulário de pagamentos vem da própria operação.
  • Catorze áreas, não só pagamentosPix, meios de pagamento, recebíveis e crédito, conciliação, regulação, renda fixa, bolsa, fundos, securitização, imóveis, consórcios, startups e venture capital, contabilidade e impostos. A parte de pagamentos é a mais detalhada, porque é onde a Trio opera.
  • Cada termo tem endereço próprioO link de um verbete leva direto a ele, então dá para mandar a definição exata para alguém em vez de pedir que procure na página.

A conta corporativa
onde esse vocabulário vira operação.